5 tendências de varejo da RBTE 2017

Aconteceu no inicio da semana aqui em Londres a feira Retail Business Technology Exposition que junto com a Retail Design Expo e a Retail Digital Signage Expo são o maior evento de varejo da Europa, reunindo as novidades em design, visual merchandising, tecnologia e inteligência de varejo. A feira que já está em sua quinta edição tem os moldes da NRF de Nova York, porém com um custo beneficio incrível já que é gratuita para os visitantes. 

 

Além de conhecer novas empresas e ideias que estão sendo implementadas no mercado daqui, assistimos a diversos painéis apresentando cases do varejo europeu e discutindo os temas mais relevantes para o setor, como comportamento e engajamento do consumidor, sustentabilidade e o futuro do retail. 

 

Selecionamos cinco tendências que despontaram durante o evento e devem impactar o mercado no curto, médio e longo prazo, inclusive no Brasil. Quer participar da edição 2018 da feira, então escreva para a Juice para mais detalhes sobre o Imersão Varejo 2018 que trará um grupo para 5 dias de viagem técnica para conhecer tudo sobre o varejo em Londres e conferir a #RBTE2018. 

 

 

SUSTENTABILIDADE

 

Nunca se falou tanto sobre o tema, mas agora com um foco que vai além do branding e de produtos. Em um dos painéis mais disputados da feira, engenheiros florestais e de projeto trouxeram as perspectivas de como a sustentabilidade está sendo implementada no setor operacional de shopping centers e lojas de departamento, sendo considerado o principal diferencial competitivo que impactará o fluxo de caixa da empresa no médio e longo prazo, levando a maior durabilidade e longevidade do negócio. 

 

Case: A loja de departamentos John Lewis criou uma área de desenvolvimento sustentável que se preocupa com todo esse planejamento para toda a empresa desde o processo de escolha dos materiais da estrutura operacional, ao visual merchandising e nos projetos dos espaços de modo que sejam flexíveis e possam ser renovados constantemente.   

 

 

 

SEAMLESS DIGITAL: O DIGITAL NO PDV

 

Mesmo com as vendas online crescendo progressivamente, a maior parte dos clientes ainda prefere ter a experiência presencial da compra, porém com um desejo de ter a comodidade que o serviço online / digital oferece. O uso de tablets, telas interativas e aplicativos que auxiliem a compra e proporcionem interação com o cliente tem sido a opção de grande parte das empresas para implementar o digital no pdv. Mas o desafio está justamente em tornar isso algo natural e que tenha, claro, um propósito dentro da definição de marca e não apenas parte um modismo do setor.  

 

Case: O tradicional banco britânico Lloyds passou a incluir em seus projetos de agências uma área de atendimento pré-gerencial disponibilizando tablets para que os clientes possam resolver de forma mais fácil e rápido, sem encarar filas questões simples como consulta a investimentos, pedidos de extratos bancários e cadastramento para serviços exclusivos do banco, sempre com a assessoria do time de especialistas que fica a disposição tornando o serviço digital mais personalizado. 

 

 

 

EMOTIONAL RETAIL

 

"O design e o varejo são feitos para pessoas". A fala de Ian Johnson, CEO da Quinine Design, no painel Future of Retail Design resume uma das premissas da relação cliente - marca: trabalhamos com estímulos emocionais que despertam o interesse de pessoas por produtos e serviços. Fica a obrigação de que nossos projetos e ideias estejam comprometidos com esse objetivo. Devemos nos perguntar o que são nossas marcas? O que queremos que nosso clientes sintam? Qual a conexão que podemos construir com ele? Um ambiente que tenha um experiência emocional envolvida torna a relação mais verdadeira o que gera um engajamento praticamente natural com a marca. 

 

Case: o Google lançou um video para anunciantes mas que também foi sucesso entre o público final. Apresentava momentos cotidianos da nossa vida como começar um novo exercício físico, estar em um grande evento como uma final de futebol ou concertar o carro, estão hoje diretamente ligados ao Google pois é a nossa principal ferramenta de buscas para qualquer coisa. É ali que buscamos a primeira informação para tornar os nosso momentos do dia-a-dia melhores. 

 

 

  

CO-CRIAÇÃO 

 

Que tal convidar o cliente a participar da criação do produto ou serviço de sua marca? Pois esse é o desejo de uma boa parcela de novos consumidores: os millennials e geração Z, nascidos entre 1990 e anos 2000 e que tem influenciado o modo como todas as outras compram. Esta geração é extremamente informada e naturalmente empreendedora fazendo, a relação que possuem as marcas é diferente e muito menos impositiva que anteriormente. Eles questionam e querem participar do processo decisão e criação do produto que estão comprando. 

 

Case: não precisamos pensa em nada muito megalomaníaco para entender como a co-criação funciona na estratégia de marca. O Starbucks executou uma ação simples porém extremamente eficiente e engajadora. Durante a campanha de lançamento de novos sabores para seus drinks de café, escolheu entre três potenciais candidatos e convidou os clientes a votarem em seu website, na sequência o produto foi lançado nas lojas e vencedor virou o carro chefe de venda justamente pela característica "escolhido por nós" que carregava. 

 

 

 

TECH RETAIL 

 

As soluções para inteligência e tecnologia de varejo apresentadas na feira vinham para todos os setores da empresa. Desde a implementação de micro chips adesivos em produtos para rastrea-los a produção até a venda final pra o consumidor a sistemas de pagamento online que permitem quase todo o tipo de pagamento online, chegando no visual merchandising com o uso de projeção 3D e para customização em tempo de produtos na vitrine e na loja. 

 

Cases: A francesa Smart Pixels ganhou o prêmio de inovação na feira com seus projetores 3D que já customizam nas vitrines de Londres os tênis da Nike em tempo real e com uma impressão real incrível. A alemã Sensape trabalha com telas que possuem sensores de movimento que além de identificar o perfil médio do cliente por idade e sexo, podem ser customizados criando situações interativas com o cliente. Vimos ainda os ventiladores hologramas da Kino-mo que executam com perfeição a imagem 3d no ponto de venda. 

 

 

 

 

Please reload